Muitas vezes, quando vemos os Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão (MESC) atuando em nossas Missas, podemos pensar que sua única função é ajudar o padre a distribuir a Eucaristia. No entanto, este ministério é muito mais profundo: ele é uma expressão do cuidado de Deus para que nenhum fiel fique desamparado, seja no alimento espiritual ou no consolo da fé.
Por que o nome “Extraordinário”?
Na Igreja, os ministros ordinários (aqueles que têm essa função por causa do seu sacramento da Ordem) são o Bispo, o Padre e o Diácono. O leigo é chamado de ministro extraordinário porque ele atua em regime de auxílio e suplência.
Isso não diminui a importância do seu serviço. Pelo contrário, mostra que a Igreja abre as mãos para que o povo de Deus, bem preparado e com vida de oração, ajude a levar o tesouro mais precioso que temos (a Eucaristia) a todos os irmãos.
Uma ponte entre a Igreja e os enfermos
Uma das missões mais bonitas e, às vezes, menos conhecidas do MESC acontece fora das Missas dominicais. O ministro é aquele que sai da igreja e caminha até a casa dos doentes e idosos que não podem mais se locomover.
Nesse momento, o MESC representa toda a nossa paróquia. Ele leva o consolo de Cristo e a certeza de que aquela pessoa, embora em sua casa ou hospital, continua unida ao Corpo de Cristo e não foi esquecida pela sua comunidade. É um ministério de pura visitação e caridade.
O cuidado com a Adoração
O ministro também exerce um papel importante na vida de oração da paróquia. Em momentos de adoração comunitária, na ausência de um padre ou diácono, o MESC pode realizar a exposição e a reposição do Santíssimo Sacramento no altar.
Embora ele não possa dar a bênção solene com a custódia (que é um ato próprio do sacerdote), ele garante que a comunidade tenha a oportunidade de se ajoelhar diante do Senhor e rezar em Sua presença real.
Presença no momento da despedida: As Exéquias
Você sabia que os ministros também podem atuar nas exéquias? Esse termo, que pode parecer difícil, refere-se aos ritos de despedida e sepultamento dos nossos falecidos.
Embora essa seja uma tarefa priorizada aos padres e diáconos, quando eles não podem estar presentes, os ministros são chamados para conduzir esses momentos de oração. Nessas situações, o MESC leva uma palavra de esperança e a luz da ressurreição às famílias que sofrem a perda de um ente querido, garantindo que o irmão que partiu receba as últimas preces da comunidade cristã.
Um Coração de Servo
Para ser um MESC, a Igreja pede alguém que busque a santidade e tenha uma vida cristã coerente. O ministro deve ser uma pessoa de fé viva e, acima de tudo, muita humildade. Ao segurar o cibório ou a teca, ele se lembra de que é apenas um instrumento para que Jesus chegue ao coração de cada irmão.
O MESC é um servo da unidade. Ele ajuda na Missa, visita os enfermos e leva o consolo da oração aos lutos da nossa paróquia.
Rezemos sempre por eles, para que exerçam esse serviço com cada vez mais amor e reverência!


